terça-feira, 23 de junho de 2009

Porção Semanal




PARASHÁ CHUCAT


Do ponto de vista judaico, é básica a idéia de que os fins não justificam os meios. Mesmo que o objetivo seja o mais nobre possível, os meios utilizados para alcança-lo devem ser lícitos, que condigam com os propósitos da Torah.

Quando o povo esperava pelo retorno de Moshê do Monte Sinai, errou em 6 hrs no cálculo do término do prazo de 40 dias para o regresso. O povo pensou, então, que Moshê tinha morrido e resolveram fazer o bezerro de ouro. Quando os 70 ançiões recusaram-se a colaborar, foram assassinados, o mesmo ocorrendo com Chur, o sobrinho de Moshê e Aharon. O povo, então, exigiu de Aharon que fizesse o bezerro de ouro (Shemot 32:1).

Há varias explicações sobre o fato de Aharon colaborar com o feitio do bezerro e uma delas nos revela qe Aharon queria apenas ganhar tempo até que Moshê retornasse.

É claro que Aharon não temia a morte. Vemos em "Bamidbar 20:23-28" a forma nobre e tranquila com que encara o momento dda devolução de sua alma ao Todo-Poderoso.

Em seu comentário do versículo 26, Rashi relata que Moshê disse paraAharon entrar na cavernar e ele entrou. Viu uma cama preparada e uma vela acessa. Disse-lhe então Moshê que deitasse nela e Aharon se deitou. Disselhe que esticasse as mãos, que fechasse a boca e os olhos, e a cada comando atendeu prontamente. Rashi complementa dizendo que ao observar tudo isso Moshê cobiçou uma forma de morrer como esta.

Vemos então, que colaborando com o feitio do bezerro de ouro, Aharon ttinha a melhor das intenções- proteger o povo de uma situação irrecuperável. Entretanto, o Talmud conclui, em nome de Rabi Tanchum Bar Chanilay, recriminando a decisão de Aharon (Sanhedrin 7a) " Esta atitude foi cotnra a vontade de Hashem".



CONCLUSÃO:


Desta forma deduzimos que melhor que seja a intenção, quando a atitude é negativa ou contrária da vontade do Criador, não é justificável.

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